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Novidades
Janeiro de 2010

 

JOGOS OLÍMPICOS vs TRÁFICO HUMANO

Atuar a fim de lutar contra o tráfico humano

Renaude Grégoire

Responsável do escritório de justiça social das Irmãs de Sainte-Anne, e membro do CATHII Artigo parecido no «Vivre ensemble», Boletim 17, no 57, do Centro «Justiça e Fé», Montreal Autorizações de publicar extratos deste artigo, dadas pela autora e pelo Centro JF

Desde alguns anos, há uma tomada de consciência crescente para com a calamidade mundial que representa o tráfico humano, internacional e interno, em vista da exploração sexual. Muitas organizações reparam que os acontecimentos desportivos de envergadura estão propícios ao tráfico das mulheres e das crianças; temem também que os jogos olímpicos de Vancouver (Canadá) continuem esta tendência lamentável.

No ano de 2004, para os Jogos Olímpicos de Atenas, 4 000 mulheres e crianças foram traficadas. Para a Copa do Mundo de 2006 da FIFA (Federação Internacional Football Associação) na Alemanha, estima-se que mais de 20 000 pessoas tiveram o mesmo destino. E no ano de 2006, durante os Jogos Olímpicos de Sydney, 10 000 mulheres foram «importadas» para responder às «necessidades sexuais» dos atletas e dos seus suportadores. Na edição de 20 de fevereiro de 2009 do Church Times, sublinha-se que o Sínodo anglicano da Igreja da Inglaterra, exprimia inquietações a respeito do tráfico humano com fins de exploração sexual na realização dos Jogos Olímpicos de Londres de 2012.

Vancouver e os Jogos Olímpicos de 2010

Num relatório sobre o tráfico das pessoas, Laura Bernett, da divisão do direito e do governo (Canadá), afirma :

Temos igualmente constatado uma corelação entre o tráfico das pessoas e os grandes eventos públicos, como o caso das mulheres que teriam sido transportadas em Vancouver, vindo de outro lugar no Canadá, como trabalhadoras do sexo com intenção de prostituição forçada durant a Expo 86. Certas pessoas ficam preocupadas com a possibilidade que os Jogos Olímpicos de 2010 provoquem também uma outra importação em massa.

Assim, em 2007, no seu primeiro relatório, a Comissão permanente da condição feminina do senado (canadense) recomandava «Que o governo, antes dos JO de 2010, junto com os governos provinciais, as administrações municipais, os especialistas da polícia, as organizações internacionais e os ONG, prepare um plano a fim de eradicar o tráfico das mulheres e das crianças com fins de exploração sexual durante e depois dos Jogos.

Em Vancouver, o professor Benjamin Perrin, da Faculdade de direito da universidade da Colômbia Britânica, fundou a organização The Future Group que publicou um relatório em novembro de 2007 sobre os riscos do tráfico humano na ocasião dos JO de 2010. «Vancouver é considerada como uma placa girante do tráfico do lado do Pacífico. Os traficantes olham os JO de 2010 como a maior oportunidade que se apresenta para eles desde muitos anos. Cada vez que tem uma afluência de turistas estrangeiros e de dinheiro, tem uma enorme demanda para o comércio do sexo.»

Richard Poulin, sociólogo e autor de muitas obras exprime :

No momento das festividades desportivas, precisa, dizem alguns, permitir aos homens de se libertar de tensões e para isto, facilitar para eles o acesso ao sexo e aos corpos das jovens mulheres, Esta sujeição duma parte da humanidade ao prazer e ao poder da outra parte, que alguns querem legalizar, coloca sérias perguntas de ético num país que pretende promover a igualdade entre as mulheres e os homens.

Para JO livres de todo tráfico humano

Não somente se teme um crescimento do tráfico a fim de responder «à demanda», mas também a legislação dos bordeis. Tem grupos que pediram a abertura de bordeis cooperativos legais para o tempo dos Jogos. No dia 6 de dezembro de 2007, l’Aboriginal Women’s Action Network de Colombie-Britannique denunciava o projeto de bordeis…. Um grupo d’ex-prostitutas, afirma também a sua oposição declarando :

Como hóspede dos JO de 2010, queremos que a nossa cidade, nosso domicílio, recuse de tomar parte do mercado mundial da carne fresca que é o turismo sexual e avise o mundo inteiro, com uma mensagem clara que «não se venderão mulheres em Vancouver»

Em novembro de 2007, o site internet da Conferência religiosa canadense (CRC) fazia a proposta de mandar cartas, postais aos deputados provinciais e federais, ao Primeiro Ministro do Canadá e aos membros do Comitê olímpico de Vancouver, pedindo «Olímpicos sem tráfico humano». No mesmo sentido, a CRC preparou um estojo «Somos uma cidade global» a fim de sensibilizar os jovens ao fenômeno do tráfico humano.

No Quebec, mais de quinze comunidades religiosas (as ISAV estão) formam o Comitê de ação contra o tráfico humano interno e internacional (CATHII). Em ligação com muitas organizações, o CATHII tem partilhado a sua preocupação frente ao aumento do tráfico das pessoas na ocasião dos JO de 2010 em Vancouver, e também fêz propostas de instrumentos de ações concretas, como mandar cartões postais.

Os bispos católicos da Colombie-Britannique e do Yukon, publicaram uma carta pastoral sobre o tráfico das mulheres e das crianças, convidando o governo de continuar a organização de serviços de ajuda para as vítimas e de oferecer um processo de reabilitação que respeita a dignidade humana e reforça as medidas de proteção.

O governo da Colombie-Britannique é o único governo a ter aberto um secretariado para combater o tráfico.

Um trabalho importante de sensibilização e de lobbying

Além do importante trabalho de sensibilização e de conscientização, através de sessões e artigos, os membros do CATHII fizeram pressão sobre os deputados, os senadores e os ministros a fim de que o governo du Canadá respeite os engajamentos internacionais que assinou a fim de contrar os traficantes e ajudar as pessoas vítimas do tráfico. No seu site, a Conferência Religiosa Canadense, representando 200 congregações religiosas de homens e de mulheres, que fica também membro do CATHII, propõe um guia de ação sobre o lobbying.

Muitos grupos escolheram um dia ou um momento no dia para sublinhar publicamente a sua solidariedade com as vítimas do tráfico através da oração, continuando também a sua luta nos outros planos. Frente a esta situação inaceitável da exploração das mulheres e das crianças, e apesar da grande complexidade do fenônemo, comunidades religiosas, junto com os seus membros associados e amigos, empregaram as suas energias para libertar estas escravas dos tempos modernos. Fundaram um organismo reconhecido pelas Nações Unidas conhecido sobre o nom de UNANIMA Internacional que faz uma campanha intitulada «Pare a demanda». Nos Estados Unidos, uma vigília silenciosa é organizada cada primeiro domingo do mês.

No Oeste canadense, a atenção se coloca sobre as mulheres autóctonas que são muitas vezes vítimas do tráfico interno e da exploração sexual.

A luta contra a exploração e o tráfico humano não terminou. Todavia, as organizações e as pessoas mobilizadas para contrar a exploração sexual de mulheres e de crianças na ocasião dos JO de Vancouver testemunham uma vontade crescente de terminar com este fenômeno vergonhoso.

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Continuação da nossa solidariedade com as mulheres e crianças do tráfico

Muitos gestos foram realizados neste sentido pelas IASV e Associados (das) de toda parte da Congregação. Na volta de Nove Iorque, Mariette e Claudette vão propor novas ações a fim de continuar a nossa luta.

3. - Uma luta local :

bar de dançarinas em Becancour

(situado perto de Nicolet e Trois-Rivières)

Acontecimentos de última hora

No mes de junho de 2009, mandei para muitas pessoas uma «carta de opinião», escrita por mim e uma irmã Filha de Jesus, e que pareceu no jornal local «Le Nouvelliste» de Trois-Rivieres. O objetivo desta carta era de contrar o projeto dum cidadão da região de Becancour que estava pedindo na Secretária dos álcoos, das corridas e dos jogos a licença de poder estabelecer um «Bar de dançarinas» chamado «Le Bar Industri Elle», no Parque industrial de Becancour.

O prefeito Maurice Richard tinha bem acolhido o nosso gesto e nos disse que mais teria pessoas escrevendo, mais teríamos chance que o projeto fosse recusado. Afirmemos então «que o mais importante nisto era a exploração do corpo da mulher para fins sexuais. O corpo das mulheres, escrevemos, se tornou mercadoria e atualmente de 700,000 até 2 milhões de pessoas são vítimas dum tráfico furioso a fim de favorecer a demanda e de responder às necessidades dos proprietários de bordeis… Este dano feito aos direitos das mulheres fica inadmissível e nós nos opomos categoricamente. Muitas pessoas escreveram também e inundaram o escritório da Prefeitura de Becancour de cartas, para a alegria do prefeito.

No dia 4 de agosto, Le Nouvelliste (jornal local) havia como título na capa : «É não para o «Bar de dançarinas». O que fazia dizer ao prefeito Richard, no jornal do mesmo dia : «É o que esperávamos como decisão e é o que aconteceu… Ele lembrou que numerosos cidadãos sustentaram a posição da cidade de Becancour e a do Parque industrial. Sublinhou que grupos religiosos e outros mandaram muitas mensagens.»

Cantávamos vitória ! Mas eis que no meio de setembro, a notícia saiu no jornal que o famoso cidadão se preparava a rejeitar a decisão dada e pedia um estudo novo do projeto. VAI PRECISAR ENTÃO ATUAR DE NOVO ! VAMOS VIGIAR E VER NO MOMENTO OPORTUNO DE QUAL MANEIRA PODEMOS INTERVIR. Sejam atentos e atentas aos apelos que lançaremos para vocês todos e todas.

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Vigiar nos nossos meios

PEÇO PARA VOCÊS USAREM DUMA VIGILÂNCIA EVANGÉLICA NO SEU MEIO A FIM DE RECONHECER SITUAÇÕES DE INJUSTIÇA QUE PRECISARIAM DAS NOSSAS INTERVENÇÕES. Quando souberem, façam o favor me avisar e me dizer o que poderíamos fazer, qualque que seja a região e o país.

Lembremo-nos que JUNTAS E JUNTOS PODEMOS FAZER MILAGRES e ser instrumentos de justiça no nosso mundo.

Que Jesus nos acompanhe por seu Espírito.

À la prochaine Mariette Milot, iasv

Mon adresse internet : mariettesasv@yahoo.com